Armas do quartel do Exército são furtadas na Grande São Paulo

Imagem ilustra o Arsenal de Guerra.

Por Cláudia Nakazato

Uma inspeção do Arsenal de Guerra de São Paulo, realizada no dia 10 de outubro, identificou o furto de 21 armas do quartel do Exército, em Barueri, na Grande São Paulo. Desde então, a tropa de 480 militares está impedida de sair do edifício.

Segundo informações do Exército, uma “discrepância no controle” apontou a ausência de 8 armas calibre 7,62 e 13 metralhadoras de calibre 5.0, um dos mais potentes armamentos de guerra. O desvio foi confirmado pelo Comando Militar do Sudeste por meio de nota oficial.

A organização informou que as armas de guerra têm capacidade de disparar 600 tiros por minuto e alcançar mais de 3,5 quilômetros. O custo desses armamentos é de, aproximadamente, R$ 150 mil no Paraguai, um valor que pode dobrar se adquirido no mercado clandestino.

O Exército informou que os armamentos eram inservíveis e foram recolhidos para manutenção. Eles estavam no Arsenal, uma unidade técnica de manutenção, responsável pelo desfazimento e destruição das armas de reparação inviabilizadas.

A unidade militar disse, ainda, que todas as providências administrativas já foram tomadas para apurar as circunstâncias do fato. Um inquérito policial militar também foi instaurado e os militares estão alojados e recolhidos para serem ouvidos.

O secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, lamentou o furto das 13 armas antiaéreas do Arsenal de Guerra do Exército e disse que a pasta não medirá esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas contra a segurança da população.

De acordo com o Instituto Sou da Paz, organização não governamental que analisa a segurança pública, este foi o maior desvio de armas do Exército desde 2009, quando o levantamento foi iniciado.

Para Bruno Langeani, gerente da área de sistema de Justiça e Segurança da ONG, esse desvio é muito mais grave, não só pela quantidade de armas furtadas de uma vez, mas pela potência delas. Ele pediu apoio das polícias para recuperar as armas, identificar e punir os responsáveis e, acima de tudo, corrigir os procedimentos de guarda para evitar outras ocorrências como esta.

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